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Memórias

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Atemporalidade nos acomete num continuar a pensar nas coisas já vividas e nas quais gostaríamos de viver. Isso nos torna reféns de nossas próprias subjetividades, tranposicionando, direcionando, recolocando e por finalidade projetando ilusões naquela vida que nos acomete externamente. Se fosse apenas um contrato exclusivo com o mundo exterior de nada valeria, o que de fato é necessário compreendermos, é que o mundo subjetivo como nos almejamos é um prazer sem fim, ademais é incluído como uma forma fluente de escolhas então tidas como decisórias. Passado tais perspectivas de cunho elucidativo, podemos nos aventurar a imaginar que estamos rodeados e cercados reféns de nossa própria prisão. Nós somos os repensáveis por escolhas que nos atingem, externamente de cunho primário individual. O que de uma certa maneira, pode ser admitido como um caráter inteligível de cunho inconsciente, porque aquilo que me direciona, nada mais é algo de que já foi pensando, imaginado ou criado em nossas ent…

Foto novela. Por onde?

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Foi quando ele acordou. Amanhecia mais um dia invernal, daqueles sem nuvens no céu, apenas a sensação cortante dos lábios, que buscavam um café quente para compreender aquele turbilhão de sensações. Os lábios, então rachados pelo frio, começavam a perturbar. _será que estou despertando? Mais uma vez Eugenio se deparou com a virtude. O sonho foi perturbador. Já eram sete horas. Seria mais uma jornada como a de costume, o mesmo caminho trilhado há cinco anos, para seu oficio. Que nem ele mais sabia a razão de estar lá.  _jurista diria eu. Jurista, o que há de justiça dentro de mim que possa justificar os outros? Não era só um pensamento, a chaleira ressoava, era hora de fazer o café. Não quis frutas, apenas um misto com bastante queijo. Ele colocou na máquina e esquentou, deixando o pão torrado por fora e a manteiga por escorrer. Enquanto se debruçava sobre a comida, em pé mesmo, a manteiga caiu sobre a camiseta de seu pijama. _Gordura é mais difícil de tirar a mancha. Vou ter que pedi…

O nada é transitório

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O nada é transitório
O repertório da experiência que é viver, pelo homem é baseada em intencionalidade, ou causalidade. Os eventos de vivência são de fato aleatórios e randômicos. Temos a necessidade urgente de ter pontos de referência para pouparmos energia vital. De fato, precisamos poupar nossas capacidades fisiológicas; para um evento critico o qual exigiria a manutenção da vida; mediante alguma ocorrência que fosse fatal. O sujeito que compreende sua mortalidade, deixa de se manter na ilusão da imortalidade, a qual é poupada por hábitos repetitivos, que criam rotinas rígidas. Toda via para compreender os limites do ser para-a-morte, o sujeito abaixa sua critica referente – a perfeição de suas persuasões do prazer. Não convido o homem a ser estóico, apenas ser cético, propondo um esforço para viver sem medo e sim pronto a ser preenchido pelas situações do respirar.

Saber?

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O que instiga e movimenta? Ares e Afrodite? Ou suas crias Fobos, Harmonia, Deimos até Eros?  Nessa cruza da batalha com a perfeição, saem os indícios tão singelos, unitários e complementares. Seres que se concluem, que pais estes que representam. O que querem elucidar? Ter razão é brigar pela perfeição? Se for, prefiro me ausentar. Deixe Afrodite em seu trono flutuante rarefeito, sufocar.

O vazio

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Este que acomete as instancias corpóreas e se localiza no peito, que direciona, impulsiona, promove. O que ele quer? Como preenche, por que preenche? Amigo da duvida, ou apenas anseio? Alguns diriam que é a motriz da compulsão, fenômeno que jamais seria sanado na instancia da condição natural. Algo perdido além da compreensão. De fato, enquanto se matar a filosofia a colocar uma lógica por de trás do fenômeno, não existirá progresso. Não poderemos ser sofisticados. Aceitaremos, instrumentos prontos, exatos, como respostas a questões tão significativas e relativas aquela percepção única. Não se pode acometer outro Ser, tão distinto, como seu unilateral; vai além; bem além. Pode-se aceitar o padrão, a linearidade, a forma, mas mesmo as arvores que parecem iguais se estruturam, de uma forma diferente, e não apenas por determinadas condições de pressão e calor. A motriz, a transitória mudança, a energia da Vida. A natureza cria lacunas, promove cenários, destrói constantes. As eras …

Além

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A busca pela metafísica é colocar em ato aquilo que não era percebido pelo que temos de linguagem. Essa máxima que impulsiona em direção ao dia seguinte, pode ser acompanhada por momentos introjetivos de elementos pré-existentes para num esforço fazer a passagem.  Existem momentos também que esta ação se dará em um movimento de projeção de conteúdos nossos em figuras que se apresentam na vida. A balança do equilíbrio entre esses dois opostos é o que nos acomoda em determinadas situações, fazendo com que adeque o desconhecido e acomode o habitual. A inconstância do novo, muitas vezes impede com que aquilo que está para além das nossas percepções permita o movimento de amadurecimento. Que por vezes é o que nos aprisiona em fotografias mentais com caráter de rigidez. O medo de se impulsionar em sentido ao outro dia pode tornar o inédito em rotina e a novidade em preconceito, impossibilitando a constituição de mais uma percepção da vida que nos cerca. Estar presente é algo que suspende e…

Panorama

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O descobrir aquilo que não se é conhecido, pode ser sentido como a coisa mais assustadora que podemos presenciar. Enquanto alguns correm em direção a novidade exterior, o mergulho introspectivo nos assombra como o escuro, que na mais singela infância nos acomete a perturbar. A perturbação parte de um movimento confuso entre permanecer no cotidiano, ou transpassar para um rito eminente em direção a uma ampliação da nossa singela visão fragmentada que temos da natureza. Tal rito gera uma energia e uma direção, que igualmente em sentido contrário, alimenta nossa capacidade de percepção daquilo que nos foi apropriado. Podemos assim usufruir de uma forma coesa com o amadurecimento, mas também transgredir com a nova assimilação do que ampliamos em nossa narrativa. A narrativa por vezes nos engana e concluímos que aquilo que sabemos é o mundo que existe e não o recorte o qual conseguimos perceber com nossas limitações. Mas o mergulho interior, faz com que busquemos valores análogos que em n…