quinta-feira, 27 de abril de 2017

Escrevendo


Presente, momento que passa despercebido pelo fluxo constituído pela sofisticação. Acaba-se por subtrair do homem a qualidade de se integrar com a realidade que se apresenta, estando unificado com aquilo que se executa, de uma forma a não indagar a questão interligada com a atitude desempenhada, naquele instante.
O que impede o homem de se conectar com sua própria consciência? Seriam as conexões laterais a ele, que o impedem de perceber, que o que faz não necessita de outra dimensão. Não é atrelado a qualidade temporal cronológica, que ele com medo atribui a sua existência. Talvez se não contextualizasse características de razão a atividades exteriores, com cunho de passado ou futuro, ou assimilações que desvirtuam com que atinja o que esta para agir, assim o fizesse não se estabelecer como sujeito alheio a si mesmo.
Incorporar o presente talvez seja a atividade mais complexa que um ser humano pode realizar, pois seria sua natureza definida por aquele instante que o que faz é a comunhão da organização de si, transformando assim o sujeito no ato e o ato na essência de sua qualidade.
Existe uma relatividade a pensar que o ato é em si algo, pois ao não questionar agiria em tranquilidade com aquilo que se apresenta, sem indagar que talvez algo fosse exterior de uma qualidade negativa ou positiva. Pois, talvez atribuir valores seja uma aspiração de desejo, dum futuro que impede que o presente exista e que realize a atividade para culminar na saúde daquele que vive.
A saúde seria a vontade de coexistir com o outro independente de quem é o outro, pois presente com o alheio a si, possibilitaria aquele que existe assumir sua semelhança, através de enxergar a necessidade do conforto que se proporciona a convivência coletiva. Convivência barrada pela doença, que é o desejo do futuro e do passado, que aprisiona a vontade do presente.
A sofisticação afasta a vontade no ímpeto de promover a ilusão, de algo que se aprimorará com a presciência de que será o suficiente para todos, na doce promoção daqueles que já doentes não conseguem mais se conectar com o presente e que perderam o momento oportuno, vivendo solitários pelo futuro comunitário.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

E se parássemos para contemplar?





Somos sujeitos tolhidos na essência, resumos de comportamentos de grupo, em busca de uma orientação espaço temporal de nossa vivência, onde as causas de nossa cegueira são os sentidos que damos para todos os fenômenos.
Seria estranho nos questionarmos a respeito da humanidade, pois buscamos respostas que vão além das nossa forma, eficaz, de produzir artefatos, através da abstração.
Talvez sejamos sujeitos autônomos, numa essencial luta para aperfeiçoar nossas capacidades de sobrevivência e reprodução, na esperança de compreender similaridades lógicas em nossas atividades triviais.
Pensar, talvez seja o fluxo imperativo da fantasia, oriunda da busca para agraciarmos nossas experiencias satisfatórias, que compensamos com sofisticação.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

A Tríade do Homem

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A tríade do homem


Engraçado refletir sobre a tríade judaica do homem em pleno século XXI. Interessante comparar com os adventos da técnica. Tecnologia esta, desenvolvida por um ser complexo em reproduzir conteúdos observados. Ser este, curioso por não poder ter uma visão integral sua, perfazer resultados em relação ao outro, encontrar-se no reflexo, reflexo este de um material que o proporcione uma característica sua fragmentada e virtual, como uma foto, um vídeo, ou do mais arcaico o reflexo na água.
Podemos comparar a tríade do homem, corpo, alma e espirito com o hardware o software e a internet. O corpo é o que compõe o homem, seus órgãos, sendo através deles a conexão com o mundo exterior, assim como o hardware é composto de peças que fazem com que a máquina opere. Já a alma é onde o indivíduo indaga sua essência, sua personalidade, seus comportamentos, seus gostos, aquilo que o faz único, mas também o permite ser humano, propriedade que o concede relacionar-se com o corpo e interagir com a natureza. Alma que em procedimento operacional seria o software, baseado em uma linguagem, a qual permite a máquina obrar sistemas operacionais, ela é responsável por executar os programas que interagem com o hardware. Já o espirito é forma do ser se conectar com o universo, com o todo, com o criador, com o cosmos, propriedade intrínseca da internet, dimensão da qual a máquina busca dados, também programas para agregar e executar, camada existente proveniente de um banco de dados em expansão, quase que ilimitado de conhecimento.
O paralelo é de cunho espiritual, oriundo da rede de conexões universais derivadas da vivência, para nos atermos a crítica. O que nos propulsiona? Quais programas iremos fazer download da rede de dados, para realização em nosso software? Como iremos fazer com que o hardware se comporte nas devidas pressões atmosféricas? Quais cuidados teremos com a máquina em operação?
Tudo é parte de um grande todo.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Uma breve reflexão sobre o solipsismo e a teoria dos sistemas


RESUMO


A proposta do artigo é pensar a respeito do solispsismo e através do levantamento de dados tentar representar seu funcionamento, pela via das relações de comunicação e linguagem do indivíduo, embasado pela teoria dos sistemas, adventos da neurociência e psicologia social. A compreensão faz-se através do pensamento da forma de funcionamento individual do ser, onde tudo que o permeia é criação de sua individualidade e como essa interação em sociedade caracteriza-se em uma ilusão de interação, através da técnica de reprodução, a qual é inata de um ser que age de uma forma reflexiva e acaba por fazer-se propagador de conteúdos por sua capacidade de assimilação por possuir uma base comum de esquemas funcionais semelhantes, porém singulares. Questiona-se até que ponto o sujeito situa-se como parte de um todo ou por sua visão fragmentada encontra-se destinado a existir somente para si.

Palavras-chave: Solipsismo. Linguagem. Interação. Comunicação. Psicologia. Neurociência. Teoria dos Sistemas.
  






INTRODUÇÃO


Uma breve reflexão sobre o solipsismo e a teoria dos sistemas, consiste em um questionamento a respeito do funcionamento do sujeito, se é de uma forma extremamente individualista onde ele se coloca em uma situação central do universo e que tudo a sua volta perfaz uma criação de sua realidade, ou se existe uma possibilidade deste ser integra-se e perceber-se atuante dentro de um organismo vital mais abrangente e complexo. O que faz com que o indivíduo se comporte da forma que se comporta nas funções em sociedade, até que ponto sua interação é autônoma e individualista, ou é influenciada pelos demais, o ser humano sente-se atuante como parte integrante de um sistema maior tendo consciência disso ou é algo imperceptível, de qual forma a comunicação afeta o sujeito e como ele se comporta nas circunstâncias que o afetam. Através de levantamento teórico a respeito de linguagem, comunicação, teoria dos sistemas, psicologia social e neurociência, a proposta deste artigo é problematizar a interação da visão filosófica do solipsismo em relação com a teoria dos sistemas.



O SER E O OUTRO


Pensar em solipsismo é debruçar-se a respeito de sistemas singulares funcionais, dotados de características individuais e de fenômenos que são datados como vivências, deles decorreram emoções singulares, compreensões de objetos, mensurações individuais, valorização, definições únicas do ser, mas que em uma visão holística não pode excluir-se o núcleo social que este indivíduo está inserido,  sistema político, sistema econômico, sistema cultural, sistema religioso, sistema filosófico e por fim o âmbito temporal, onde fatores externos acabam estimulando a perspectiva do ser, pensemos do microssistema, mesossistema, exossistema, macrossistema ao cronossistema. Dentro desta perspectiva os estímulos os quais o indivíduo sofre no decorrer de sua vivência, juntamente com ensinamento de Maturana (2001), indispensável para compreensão dos confluentes da existência do ser, existe o determinismo estrutural parte rígida, a qual é derivado da autopoeise que se traduz no constante devir, sendo este determinismo uma estrutura plástica estável e única responsável pelas interações com o meio.
 Este sujeito dotado de singularidade ao ter uma conexão com o mundo a faz de forma autêntica, referenciada em sua hereditariedade e interação com o meio, seus sentidos também são de maneira singular, mas ao agir com outro ser humano existe o ato reflexo que permite que o indivíduo tenha relações e percepções comuns.
Ao se falar em relação, interação ou comunicação são os primeiros substantivos que nos acometem os pensamentos, previamente estruturados através do conjunto de símbolos que são secundários a linguagem, que por sua vez transmitem uma mensagem pelo sentido do emissor ao receptor, por meio de um código. É interessante aplicar-se na caracterização da Teoria dos Sistemas a respeito desse fenômeno onde a linguagem parte do princípio de que a conexão entre emissor e receptor gera uma terceira entidade a qual nos faz compreender a lógica do código preenchendo o espaço ilusório criado ao dialogar-se e sucessivamente a propagação de informação, vale ressaltar os entendimentos de Maturana (p27, Ibid):

Somos observadores no observar, no suceder do viver cotidiano na linguagem, na experiência na linguagem. Experiências que não estão na linguagem, não são. Não há modo de fazer referências a elas, nem sequer fazer referência ao fato de tê-las tido.

           
            A linguagem é fator indispensável para a construção do indivíduo, mas o que é o indivíduo? Para descoberta de Gilbert, Dan et al. (2010), existe a variabilidade da modificação do sujeito, desde sua personalidade a preferências e a diferença é apresentada em uma determinada janela temporal, num período observado de dez anos, ou seja, nada é determinante para que esse indivíduo tenha uma característica compreensível de si mesmo, exceto a determinante estrutural que é o que faz com que a singularidade desse sujeito se perpetue e dê uma sensação de pertencimento aos fenômenos exteriores a ele em detrimento da linguagem, à luz da compreensão de Capra (p213, 2006):

Esse mundo humano inclui fundamentalmente o nosso mundo interior de pensamentos abstratos, de conceitos, de símbolos, de representações mentais e de autopercecpção. Ser humano é ser dotado de consciência reflexiva. “Na medida em que sabemos como sabemos, criamos a nós mesmos”.

            Ao criarmos nós mesmos, nos deparamos com o outro e o achamos diferente de nós, porém ele nos é familiar, pois nos enxergamos nele, a perspectiva da descoberta de Hasson, Uri et Al (2010) pode nos elucidar o funcionamento cerebral desse fenômeno, em seu estudo apresenta através de experimentos em seu laboratório em Princeton, pela utilização de ressonância RMF para escanear o cérebro dos participantes enquanto eles ouviam histórias reais, o funcionamento do diálogo e a recepção de informação pelo sistema nervoso central. Foi nítido no experimento que na comunicação o que ocorre primeiramente é um sincronismo físico, através do córtex auditivo, posteriormente um sincronismo neural nas demais partes do cérebro sobre o que aquela história representa em determinado contexto. Interessante que para comunicação ocorrer em termos neurocientíficos é necessário existir um mecanismo básico comum para se perpetuar um sistema de crenças compartilhadas. Outra informação descoberta no estudo foi que de acordo com o conhecimento prévio do sujeito a informação interage de uma forma distinta no cérebro, moldando assim percepções diferentes do que foi exposto, vale ressaltar a ressalva de Uri de que as pessoas que nos conectamos moldam quem somos.
O solipsismo em si é o funcionamento individual do ser a respeito daquilo que o permeia, pois por mais que se comunique inexoravelmente terá uma proposta singular a respeito do tema em analise determinante de sua localização espaço temporal, por mais que exista uma linguagem determinante que permita a aproximação de um ser com o outro e a aquisição e propagação de conhecimento, os fenômenos sempre serão únicos, a similaridade existe com operadores teóricos semelhantes o que permite o avanço, porém o fenômeno sempre é singular.
Isso ao apenas se tratar de um processo de comunicação com operadores funcionais semelhantes, podemos experimentar histórias com uma forma de interação por um tanto parecida pelo processamento neuronal, mas de acordo com a nossa instrução prévia que é dotada de várias determinantes sistemáticas faz com que o fenômeno seja reduzido a uma compreensão singular, porém ao reproduzirmos tal ideia a outro indivíduo conseguimos com base nesse fenômeno por alguns instantes superar a singularidade e entrar em uma conexão, entretanto a via a qual será conduzido o estímulo e de qual forma ele irá sustentar-se na relação fenomenológica do ser é algo particular. O que nos resta é pensar que a comunicação é algo mutável, agregador e ao mesmo tempo singular, porque o que o outro escuta sistematicamente é compreensível, todavia o que ele assimila não é determinável, da mesma forma quando somos influenciados agimos de uma forma singular, cada vez mais nos separando dos demais. Processo esse devido ao aprendermos a nos ortopedizar através da ferramenta de introspecção proveniente da linguagem.
O que gera uma inquietação é que através dessa constatação a respeito da formatação singular o eu oriundo dessas relações, percebe-se agente transformante e transformado das relações, ou ele cai em uma percepção fragmentada derivada das comunicações ao decorrer de sua formação e se extrai do fator abrangente natural que foi depositado pela sua estrutura plástica inicial. A perpetuação da singularidade faz com que o indivíduo veja o mundo somente da forma comum aos que o permeiam, daquilo que ele consome e agrega de ferramenta de linguagem comum, ou pode vir a ter uma noção mais abrangente daquilo que o cerca? Existe uma entrada léxica nesse programa da linguagem que faça o indivíduo deixar de viver em um mecanismo solitário e passe a compreender todo o sistema ao seu redor, ou ele ficará preso a operadores teóricos comuns para propagação de comportamentos semelhantes? A crítica ferramenta sofisticada do programa humano é uma condição inata ou é adquirida?
 Tais questões se fazem pertinentes a condição de transcendência do sujeito sair de uma forma de operação determinante e individualista, como base o solipsismo onde tudo é criação do sujeito, para uma percepção holística, interativa onde o sujeito só é mais uma parte da engrenagem complexa interconectada de todos os fenômenos abrangentes ao seu redor.


CONCLUSÃO


Como proposto neste artigo, a intenção de controverter o fenômeno singular e subjetivo, denotado como solipsismo como sistema funcional do indivíduo na relação de aquisição e propagação de conhecimento através da linguagem e sua forma de atuação no mundo através de uma estrutura plástica determinante que se molda com base nas interações sociais, adquirindo operadores teóricos comuns em relação com a teoria dos sistemas, a qual enxerga algo muito mais abrangente, complexo, interconectado. Onde a singularidade como percebemos acaba sendo instrumento de bases comuns para propagação de uma continua teia de relações que vão do micro ao macro. O que fica claro é que muito ainda deve ser pesquisado e refletido como essa interação da linguagem interfere no que diz respeito aos estímulos que moldam o sujeito e de que forma acaba se perfazendo com que sua existência atinja uma forma singular e uma interpretação dos fenômenos interiores e exteriores a sua existência sejam compreendidos, não só tendo uma visão solipsista. Procurando saber qual será o código inserido na linguagem para que o sujeito tenha uma consciência crítica que se propague para um desenvolvimento interpretativo de uma visão holística, onde tudo interage e a parte singular é instrumento essencial das demais, procurando que se reconheça como agente transformador, influenciador e mediador também como transformado, influenciado e mediado pelo outro organismo em interação.


REFERÊNCIAS


segunda-feira, 12 de setembro de 2016

O espectro da autoimagem conflitante resultante do uso de psicoativos.

O espectro da autoimagem conflitante resultante do uso de psicoativos.

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O uso de determinadas substancias psicoativas para um determinado enquadramento social, causam disfunções psicológicas complexas. A perspectiva de que uma imagem é idealizada através do uso e que a construção da mesma é cada vez mais aperfeiçoada para fuga da realidade e uma proximidade de um contexto heroico do eu virtual, faz com que seja mais difícil a retomada ao trivial
Partindo da perspectiva do heroico, o sujeito se vê enquadrado em uma fortaleza, estruturada a partir de falsas convicções sobre si mesmo, que o determinam como ser atuante de um nicho doente e também influenciado por distorções da realidade. O resultado dessa patologia social, de uma desvirtuação continua de autoimagens idealizadas e não condizentes com o contexto real, geram no individuo uma incapacidade de se aceitar como ser sujeito de falhas e lacunas, estas geradas através do investimento no imaginário do eu heroico, onde por muito tempo é o motor insaciável de prazer e realização.
Tentar cessar o ato de possuir uma capacidade de criar potência, poder e prazer em atos imaginários oriundos de processos fisiológicos complexos, gera ao parar tal ciclo vicioso uma dificuldade para se enquadrar no contexto real, passando pela tentativa de se libertar da fortaleza virtual. Além da dificuldade de desativar inúmeros circuitos neuronais complexos que foram destinados a atividade de alienação, o que acaba gerando uma serie de desordens psíquicas, podendo elas serem observadas pelas necessidades fisiológicas, onde o indivíduo passa pelo processo de compulsão para outras vias de prazer, como alimentação, sexo, sono e conflitos.
Partindo do pressuposto de que o comportamento de utilizar psicoativos cesse, a carga do eu heroico então é deixada para um espectro dos circuitos neuronais utilizados para o prazer, que ao longo deste período abstêmio do comportamento auto sabotador, se encontra com dificuldade para se adequar as normas, pelo fato de não terem sido interiorizadas no tempo correto, devido à ausência do mundo real. Ao mesmo tempo o sujeito deve deixar as próprias convicções de lado, o que causa conflito interno e uma necessidade de colocar esta carga energética em uma função de vida. Sair da inercia é crucial, porém por muitas vezes é incompatível com a capacidade momentânea, devido as frustrações serem mais evidentes do que a vontade de mudança, através desta raiva a energia não consegue ser sublimada. Sendo a mesma que por outrora utilizada para elucubrações a respeito de uma versão aprimorada de si mesmo, porem irreal, causando então recalque por não se encontrar com as capacidades do eu heroico e sim um espectro com um possível futuro incerto, penoso e árduo.
A forma de transformar a energia fantasmagórica deixada pela ausência de si mesmo apossado pelo processo do auto sabotador, exige primeiramente um tempo fisiológico de adequação a uma homeostase corporal, para então a criação de novos circuitos neuronais que se reflitam em ações construtivas para que a energia flua. É amplamente necessário que o sujeito crie novas adversidades e tenha desafios para enfrentar, pois a carga energética é intensa e logo ela irá ser desviada para outras atividades. Porém se mal conduzido em seu processo a  adversidade cria ao sujeito uma infelicidade da sua situação e pelo fato de ele estar acostumado com o espectro onde a construção de tais vias eram cada vez mais intensas, ao se tratar de pensamento imaginativo e a realidade ser mais lenta do que o processo pensante, faz com que a carga seja muito pesada para que o sujeito se mantenha parado, o que pode fazer com que o mesmo definhe, sendo desviado pelas vias de prazer fisiológicas ou perca o sentido existencial e acabe com sua própria vida, por se sentir inútil ao viés social que se vê tão distante daquela fortaleza então fortemente detalhada e agradável.